Utentes de Viseu interrompem tratamento por falta de medicamentos nas farmácias - Edição Jornal
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Utentes de Viseu interrompem tratamento por falta de medicamentos nas farmácias

Utentes de Viseu interrompem tratamento por falta de medicamentos nas farmácias

No último ano, no distrito de Viseu, mais de metade dos utentes (60,94%) enfrentaram algum tipo de indisponibilidade de medicamentos. Destes, 32,95% recorreram a uma nova consulta para obter o medicamento disponível e 6,49% tiveram mesmo de parar o tratamento.

Estes dados foram revelados por uma sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR).

Conforme comunicado, os resultados de Viseu surgem acima da média nacional (52,20%, declararam dificuldades no acesso à medicação prescrita). Na análise, as regiões mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior do país são as que registam mais ocorrências deste tipo.

Nos distritos de Beja e Guarda a percentagem chega quase aos 70% (68,22% e 67,30%, respetivamente).

O mesmo estudo conclui que a falta de medicamentos nunca afetou tanto os portugueses: 3,4 milhões depararam-se com este problema e 371 milhões (5,70%) foram forçados a interromper a terapêutica.

A indisponibilidade de medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,50%) de utentes a recorrer a consulta médica para alterar a prescrição. O recurso a estas consultas causou elevados custos quer para o sistema de saúde (35,3M€ a 43,8M€), quer para o utente (2,1M€ a 4,4M€).

Os inquéritos para o relatório sobre o “Impacto da Indisponibilidade do Medicamento no Cidadão e no Sistema de Saúde”, da CEFAR, foram realizados na primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação dos utentes de 2.097 farmácias em Portugal.

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