Especialistas consideram "um erro" a não construção da Barragem de Girabolhos - Edição Jornal
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Especialistas consideram “um erro” a não construção da Barragem de Girabolhos

Especialistas consideram “um erro” a não construção da Barragem de Girabolhos

O presidente da secção regional do Centro da Ordem dos Engenheiros considera “um erro” o cancelamento da construção da Barragem de Girabolhos e que sem barragens a montante da Aguieira “será muito difícil” travar a repetição de cheias no Mondego.

A barragem de Girabolhos, projetada para uma zona que envolvia os concelhos de Gouveia, Seia, Mangualde e Nelas, adicionaria uma capacidade útil de regularização do Mondego de 245 mil milhões de litros, e quase duplicaria a capacidade nesta altura assegurada com as barragens de Fronhas, Raiva, Caldeirão e Aguieira.

Com caudais cada vez mais elevados devido às alterações climáticas, os especialistas consideram que a Barragem da Aguieira é fundamental no controlo de cheias, mas não “tem capacidade” para regularizar o caudal do Mondego.

Os especialistas consideram ainda que a seca vivida há dois anos em Viseu teria sido mais facilmente resolvida se a Barragem de Girabolhos estivesse operacional.

A barragem integrava um conjunto de dez novas previstas pelo Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico, lançadas pelo Governo de José Sócrates, mas a construção foi cancelada em 2016, no primeiro Governo de António Costa, quando já tinha sido concessionada à Endesa.

Em 2016, o Ministério do Ambiente, liderado por João Matos Fernandes, justificou a decisão de cancelar Girabolhos com base em critérios jurídicos e financeiros, expectativas dos municípios abrangidos, metas das energias renováveis e descarbonização da economia portuguesa.

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